Tem algumas músicas que parecem que foram feitas para certos momentos de nossas vidas. Momentos que duram para sempre eu diria.
Estes dias, redescobrindo as músicas da Legião Urbana, uma em especial me chamou a atenção. A música Giz tem uma letra que diz praticamente tudo. Eu apenas trocaria a parte "Só um pouquinho infeliz" por "Muito infeliz". Para quem quiser ouvir, recomendo a versão do CD Como É Que Se Diz Eu Te Amo (Ao Vivo) de 2001. Segue a letra para quem quiser conhecer ou relembrar:
E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
Pra ser honesto
Só um pouquinho infeliz
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem...
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
Quando quero...
Tudo bem, tudo bem, tudo bem...
Eu rabisco o sol, que a chuva apagou
Acho que estou gostando de alguém...
Esta letra foi retirada do site Letras.mus.br <http://www.letras.mus.br/>
sábado, 29 de dezembro de 2007
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
respeito
Neste Natal eu tive a certeza que tem pessoas que não se importam com o sentimento dos outros. E pior, parece que faz coisas com o propósito de magoar mesmo.
Respeito, é o mínimo que se deve ter pelo sentimento alheio. E ninguém vai me dizer o que sentir.
Respeito, é o mínimo que se deve ter pelo sentimento alheio. E ninguém vai me dizer o que sentir.
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
A Fidelidade dos Pássaros
O homem é um bicho curioso, sacrifica uma relação e parte para outra por ambição. Se casa cedo, pensa que faltou conhecer mais mulheres antes. Se casa tarde, acredita que quando solteiro havia mais chances de ser feliz.
Homem é um bicho nostálgico. Nunca está satisfeito com o que tem. Fica enjoado com rapidez. Enjoa-se de si mesmo. Ao invés de melhorar e treinar com afinco, troca o técnico ou culpa a torcida.
O homem cogita que é desfavorecido. Enquanto come olha o prato do outro. Deveria aprender mais com os pássaros. Um pássaro não morde vários frutos ao mesmo tempo, para descobrir o sabor de cada um deles. Não estraga os frutos pela ânsia da posse. Não quer ter todos, mas ser todos em um. Não destrói a árvore para fazer barulho.
Ao pegar um fruto num dia, volta ao mesmo fruto no dia seguinte. É leal e econômico no afeto. Descasca o sumo de leve com o bico e toma cuidado para não assustar os insetos dentro. É devoto em sua escavação. Leva o alimento para os filhotes, abastece seus olhos africanos, engrossa seu ninho de estrelas e regressa ao seu ponto de origem. Um fruto durará uma semana em seus volteios.Até não sobrar nada, até a semente ficar lustrada de sol.
O homem é um bicho insatisfeito. Deixa marcas, cicatrizes, tatuagens e provas de que esteve ali. Morde uma cesta inteira de maçãs sem sequer terminar uma delas, sem conhecer a alegria do pecado de se dedicar somente a uma delas. Pode amar para provocar ciúme, abandonar uma paixão para mostrar independência, trair para magoar, ferir para gerar autoridade. Interessa-se pela quantidade, por contar quantas mulheres teve, por contar quantas vidas perdeu.
O pássaro é um bicho invisível. Não muda a ordem, é capaz de arrumar sua cama mesmo hospedado em hotel.
O homem deveria observar mais os pássaros. Eles mordiscam os brincos das árvores e não derrubam as orelhas. Não precisam de platéia para matar a fome. São concentrados, não se dispersam na avidez.
Os pássaros circundam, namoram, seduzem a fruta antes de pousar. Batem as asas com força para depois descer o próprio corpo flanando. Têm imaginação. A imaginação hidrata e faz a saliva subir. Um romance sem imaginação é livro técnico. Um amor sem imaginação é manual de geladeira. Um homem sem imaginação é um bicho esquisito. Ao transar sem imaginação apenas arruma sua gravata no espelho. Ao mastigar sem imaginação vai apoiar os cotovelos na mesa. Ao abraçar sem imaginação carregará garrafas vazias. Um homem sem imaginação é um bicho morto.
Por: Fabrício Carpinejar
Homem é um bicho nostálgico. Nunca está satisfeito com o que tem. Fica enjoado com rapidez. Enjoa-se de si mesmo. Ao invés de melhorar e treinar com afinco, troca o técnico ou culpa a torcida.
O homem cogita que é desfavorecido. Enquanto come olha o prato do outro. Deveria aprender mais com os pássaros. Um pássaro não morde vários frutos ao mesmo tempo, para descobrir o sabor de cada um deles. Não estraga os frutos pela ânsia da posse. Não quer ter todos, mas ser todos em um. Não destrói a árvore para fazer barulho.
Ao pegar um fruto num dia, volta ao mesmo fruto no dia seguinte. É leal e econômico no afeto. Descasca o sumo de leve com o bico e toma cuidado para não assustar os insetos dentro. É devoto em sua escavação. Leva o alimento para os filhotes, abastece seus olhos africanos, engrossa seu ninho de estrelas e regressa ao seu ponto de origem. Um fruto durará uma semana em seus volteios.Até não sobrar nada, até a semente ficar lustrada de sol.
O homem é um bicho insatisfeito. Deixa marcas, cicatrizes, tatuagens e provas de que esteve ali. Morde uma cesta inteira de maçãs sem sequer terminar uma delas, sem conhecer a alegria do pecado de se dedicar somente a uma delas. Pode amar para provocar ciúme, abandonar uma paixão para mostrar independência, trair para magoar, ferir para gerar autoridade. Interessa-se pela quantidade, por contar quantas mulheres teve, por contar quantas vidas perdeu.
O pássaro é um bicho invisível. Não muda a ordem, é capaz de arrumar sua cama mesmo hospedado em hotel.
O homem deveria observar mais os pássaros. Eles mordiscam os brincos das árvores e não derrubam as orelhas. Não precisam de platéia para matar a fome. São concentrados, não se dispersam na avidez.
Os pássaros circundam, namoram, seduzem a fruta antes de pousar. Batem as asas com força para depois descer o próprio corpo flanando. Têm imaginação. A imaginação hidrata e faz a saliva subir. Um romance sem imaginação é livro técnico. Um amor sem imaginação é manual de geladeira. Um homem sem imaginação é um bicho esquisito. Ao transar sem imaginação apenas arruma sua gravata no espelho. Ao mastigar sem imaginação vai apoiar os cotovelos na mesa. Ao abraçar sem imaginação carregará garrafas vazias. Um homem sem imaginação é um bicho morto.
Por: Fabrício Carpinejar
domingo, 23 de dezembro de 2007
mais um fim de ano
Não gosto desta época do ano... Natal, Ano Novo... Antigamente até me animava um pouco com isso tudo, mas agora não mais... Além dos meus motivos pessoais, que não vem ao caso comentar, não entendo esse consumismo exagerado, essa loucura das pessoas em comprar presentes, preparar ceias exageradas, etc.... Apesar disso, gostei desses cartões de Natal veganos. Mesmo que não seja vegetariano, acho que vale a pena você refletir.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Borboletas não existem
Não, não estou duvidando da existência dos insetos borboletas. Estes sim existem com toda certeza. Quando digo que borboletas não existem me refiro à pessoas borboletas.
Faz um tempo vi o seguinte pensamento: "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas". Não sei de quem é a autoria, mas uma amiga sempre o usa.
Talvez, se eu tivesse ouvido isto a algum tempo, 1 ano e meio, 2 anos, eu acreditaria profundamente nesta idéia. Eu acreditava ter encontrado minha borboleta. Parecia ser uma borboleta muito especial, daquelas que nos fazem perguntar aos céus: por onde andei, enquanto você me procurava?
A borboleta vivia um pouco longe de mim, era necessário voar bastante para vê-la. A saudade, quando longe, quase me matava. Mas nada era sacrifício, pelo contrário, a distância parecia tornar tudo ainda mais especial; e tudo era tão perfeito que as pequenas dificuldades passavam desapercebidas (ao menos pra mim).
Essa borboleta passou por grandes dificuldades em sua vida, dificuldades que a impediam de voar livremente comigo por aí... mas, e daí? Quem precisa voar alto ou ir a lugares distantes quando se pode ficar ao lado da borboleta amada, apenas contemplando o horizonte? Nada mais é necessário além de estar junto. Eu tinha mais do que precisava, estar com a borboleta era o bastante, muito mais do que havia sonhado.
Mas porque será que então eu comecei o texto dizendo que borboletas não existem?
Porque quando tudo parecia perfeito, indestrutível, eterno, a borboleta se foi. Quer dizer, não se foi, me mandou ir embora. Separou nossas azas e me fez cair bem longe dela, num vazio infinito... frio, úmido e triste, onde permaneço até hoje. Com a aza que me restou(quebrada por sinal) não consigo mais voar; apenas rastejo pelo imenso vazio que agora é meu habitat.
E a borboleta, ou melhor, o que parecia uma borboleta, mostrou-se ser na verdade apenas uma larva. Dessas larvas que só nos fazem mal e não se preocupam com o sentimento alheio.
Por isso, volto a afirmar: borboletas não existem (ao menos para mim). E não gosto de larvas.
Faz um tempo vi o seguinte pensamento: "É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas". Não sei de quem é a autoria, mas uma amiga sempre o usa.
Talvez, se eu tivesse ouvido isto a algum tempo, 1 ano e meio, 2 anos, eu acreditaria profundamente nesta idéia. Eu acreditava ter encontrado minha borboleta. Parecia ser uma borboleta muito especial, daquelas que nos fazem perguntar aos céus: por onde andei, enquanto você me procurava?
A borboleta vivia um pouco longe de mim, era necessário voar bastante para vê-la. A saudade, quando longe, quase me matava. Mas nada era sacrifício, pelo contrário, a distância parecia tornar tudo ainda mais especial; e tudo era tão perfeito que as pequenas dificuldades passavam desapercebidas (ao menos pra mim).
Essa borboleta passou por grandes dificuldades em sua vida, dificuldades que a impediam de voar livremente comigo por aí... mas, e daí? Quem precisa voar alto ou ir a lugares distantes quando se pode ficar ao lado da borboleta amada, apenas contemplando o horizonte? Nada mais é necessário além de estar junto. Eu tinha mais do que precisava, estar com a borboleta era o bastante, muito mais do que havia sonhado.
Mas porque será que então eu comecei o texto dizendo que borboletas não existem?
Porque quando tudo parecia perfeito, indestrutível, eterno, a borboleta se foi. Quer dizer, não se foi, me mandou ir embora. Separou nossas azas e me fez cair bem longe dela, num vazio infinito... frio, úmido e triste, onde permaneço até hoje. Com a aza que me restou(quebrada por sinal) não consigo mais voar; apenas rastejo pelo imenso vazio que agora é meu habitat.
E a borboleta, ou melhor, o que parecia uma borboleta, mostrou-se ser na verdade apenas uma larva. Dessas larvas que só nos fazem mal e não se preocupam com o sentimento alheio.
Por isso, volto a afirmar: borboletas não existem (ao menos para mim). E não gosto de larvas.
Iniciando
Olá vc... seja vc quem for...
Faz um bom tempo que penso em iniciar um blog, mas sempre esbarrei na dificuldade em definir um bom tema para ele... Resolvi então criar este, por enquanto ainda sem um tema definido. Quem sabe com o tempo ele toma um rumo...
Não pretendo fazer deste blog um diário, mas sim um cantinho para desabafar e "pensar alto". Um lugar onde possa falar sozinha e com muita gente ao mesmo tempo. Um espaço para deixar fluir meus sentimentos tao sufocados pela tristeza dos últimos tempos... Enfim, pretendo que seja um meio para expor o que penso, sinto e desejo.
Obrigada pela visita e fique a vontade para comentar...
Faz um bom tempo que penso em iniciar um blog, mas sempre esbarrei na dificuldade em definir um bom tema para ele... Resolvi então criar este, por enquanto ainda sem um tema definido. Quem sabe com o tempo ele toma um rumo...
Não pretendo fazer deste blog um diário, mas sim um cantinho para desabafar e "pensar alto". Um lugar onde possa falar sozinha e com muita gente ao mesmo tempo. Um espaço para deixar fluir meus sentimentos tao sufocados pela tristeza dos últimos tempos... Enfim, pretendo que seja um meio para expor o que penso, sinto e desejo.
Obrigada pela visita e fique a vontade para comentar...
