quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Amor, te odeio pelo que me fazes sofrer,
te odeio porque não parode te querer,
te odeio porque sofro,e vivo, morro
te odeio porque em ti naufrago quando era de ti que tinha que vir o meu socorro.

Affonso Romana de Santana

sábado, 13 de setembro de 2008

Si no te hubieras ido

Si no te hubieras ido
Maná
Composição: Osvaldo Cuenca Ocampo

Te extraño más que nunca y no se que hacer
despierto y te recuerdo al amanecer
espera otro dia por vivir sin ti
el espejo no miente me veo tan diferente
me haces falta tú.

La gente pasa y pasa siempre tan igual
el ritmo de la vida me parece mal
era tan diferente cuando estabas tú
sé que era diferente cuando estabas tu.

No hay nada mas difícil que vivir sin ti
sufriendo en la espera de verte llegar
el frío de mi cuerpo pregunta por ti
y ¿no se dónde estás?
si no te hubieras ido seria tan feliz

La gente pasa y pasa siempre tan igual
el ritmo de la vida me parece mal
era tan diferente cuando estabas tú
sé que era diferente cuando estabas tú

sábado, 31 de maio de 2008

Saudade são águas passadas que se acumulam em nossos corações,
inundam nossos pensamentos,
transbordam por nossos olhos,
deslizam em gotículas de lembranças que por fim,
morrem na realidade de nossos lábios.

sábado, 19 de abril de 2008

A FORÇA DO AMOR

Eram noivos e se preparavam para o casamento, quando o pai da noivadescobriu que o rapaz era dado ao jogo.Decidiu se opor à realização do matrimônio, a pretexto de que o homem quese dá ao vício do jogo, jamais seria um bom marido.Contudo, a jovem obstinada decidiu se casar, assim mesmo. E conseguiu,fazendo valer a sua vontade, vencendo a resistência do pai.Nos primeiros dias de vida conjugal, o rapaz se portou como um maridoideal. Entretanto, com o passar dos dias, sentia crescer em si cada vezmais o desejo de voltar à mesa de jogo.Certa noite, incapaz de resistir, retornou ao convívio de seus antigoscompanheiros.Em casa, a jovem tomou um bordado e ficou aguardando. Embora ocupada com otrabalho manual, tinha os olhos presos ao relógio. As horas pareciam passarcada vez mais lentas.Já era alta madrugada, quando o marido chegou. Nem disfarçou a suairritação, por surpreender a companheira ainda acordada. Logo imaginou queela o esperava para censurar a sua conduta.Quando ele a interrogou sobre o que fazia àquela hora ela, com ternura ebondade na voz, disse que estava tão envolvida com seu bordado, que nem sedera conta da hora avançada.Sem dar maior importância à ocorrência, ela se foi deitar.No dia seguinte, quando ele retornou ainda mais tarde da casa de jogos, aencontrou outra vez a esperá-lo."Outra vez acordada?", perguntou ele quase colérico."Não quis que fosse se deitar, sem que antes fizesse um lanche. Prepareitorradas, chá quentinho. Espero que você goste."E, sem perguntar ao marido onde estivera e o que fizera até aquela hora, aesposa o beijou carinhosamente e se recolheu ao leito.Na terceira noite, ela o esperou com um bolo delicioso, cuja receita lhefora ensinada pela vizinha.Antes mesmo que o marido dissesse qualquer coisa, ela se prendeu ao pescoçodele, abraçou-o e pediu que provasse da nova delícia.E assim, todas as madrugadas, a ocorrência se repetiu. O marido começou ase preocupar.Na mesa de jogo, tinha o pensamento menos preso às cartas do que à esposa,que o esperava, pacientemente, como um anjo da paz.Começou a experimentar uma sensação de vergonha, ao mesmo tempo deindiferença e quase repulsa por tudo quanto o rodeava.O que ele tinha em casa era uma mulher que o esperava, toda madrugada, parao abraçar, dar carinho. E ele, ali, naquele lugar?Aos poucos, foi se tornando mais forte aquele incômodo. Finalmente, um dia,de olhar vago e distante, como se tivesse diante de si outro cenário, orapaz se levantou de repente da mesa de jogo.Como se cedesse a um impulso quase automático, retirou-se, para nunca maisvoltar.Nos dias de hoje, é bem comum os casais optarem por se separar, até pormotivos quase ingênuos.Poucas criaturas decidem lutar para harmonizar as diferenças, superar osproblemas, em nome do amor, a fim de que a relação matrimonial sesolidifique.Contudo, quando o amor se expressa, todo o panorama se modifica. É difícila alma que resista às expressões do amor. Porque o amor traz a mensagem daplenificação, do bem estar, da alegria.Desta forma, é sempre salutar investir no amor, expressando-o através degestos, pequenas atenções, gentilezas.O amor é o sentimento por excelência e tem a capacidade de transformarsituações e pessoas.Experimente-o agora.

domingo, 2 de março de 2008

Até quando?

O mar é imenso. As águas não são azuis, nem verdes. Parecem-me castanhas, aqui e ali espumas brancas.
As ondas são mansas e quase silenciosas.
Sobre as águas eu me deito e fico boiando, as ondas vão me levando de lá pra cá, de cá pra lá. Agora me levam para mais longe.
Para onde irei, pergunto-me sem preocupar-me com o meu destino.
Às vezes tenho o pressentimento que me levarão para um lugar estranho, nunca visto, mas lugar de paz e de tranquilidade.
Que lugar será este?
Uma casa de repouso, um convento, um céu?
Que coisa tão esquisita - não sei nadar, nem boiar e como é que as águas vão me levando assim à vontade e eu não afundo, não naufrago, não morro? Como será isso?
Talvez seja porque não afundei, não naufraguei e não morri quando o meu amor partiu.
Com certeza espero que as ondas me farão chegar sã e salva à Terra firme, onde a luz está sempre a brilhar, onde é sempre manhã. Onde ele me espera para o encontro final.
Sei que chegarei molhada pelas águas do mar, mas o seu abraço me aquecerá de imediato e ficaremos sob o eterno sol da manhã falando um ao outro da saudade que sentimos quando separados.
Sei que ele vai rir quando eu lhe disser que tenho no canal das lágrimas uma "bóia" que deixou de funcionar. Não suportou a força das lágrimas e se quebrou.
Hoje elas deslizam livremente pela minha face. Nem as sinto mais - tão leves e tão companheiras - não me deixam nunca.
Continuo boiando e até hoje não consegui entender como não afundo, não naufrago, não morro e também não chego à Terra firme.
Com certeza Deus ainda está indeciso a meu respeito - "quando a recolherei?"
Continuo a boiar.
Até quando?